atomo


QUÍMICA INORGÂNICA


O ÁTOMO


PRIMEIROS MODELOS ATÔMICOS

- O átomo de Dalton

Em 1803, John Dalton, acreditando nas leis da conservação de massa e da composição definida, propôs uma teoria que explicava estas e outras generalizações químicas. Dalton ressuscitou o conceito grego da existência dos átomos e foi capaz de sustentar esse conceito com evidências experimentais que ele e outros obtiveram. A teoria de John Dalton foi baseada no seguinte modelo:

1 - Toda matéria é composta de partículas fundamentais, os átomos;

2 - Os átomos são permanentes e indivisíveis, eles não podem ser criados nem destruídos;

3 - Os elementos são caracterizados por seus átomos. Todos os átomos de um dado elemento são idênticos em todos os aspectos. Átomos de diferentes elementos têm diferentes propriedades;

4 - As transformações químicas consistem em uma combinação, separação ou rearranjo de átomos;

5 - Compostos químicos são formados de átomos de dois ou mais elementos em uma razão fixa.

Utilizando esta teoria simples, Dalton fez com que as observações químicas da época parecessem muito razoáveis. Sua teoria explicou com sucesso porque a massa é conservada nas reações químicas. A lei da composição definida também é explicada com sucesso: se cada composto é caracterizado por proporções fixas entre os números de átomos dos seus elementos componentes e se cada átomo de um dado elemento tem a mesma massa, então a composição de cada composto deve ser sempre a mesma.

Dalton deixou dúvidas em vários pontos, por exemplo, na distinção entre um átomo e uma molécula. Isto o levou a propor fórmulas incorretas para certos compostos. Porém, mesmo assim, sua contribuição para o entendimento químico foi de grande valor.

O átomo de Thomson

A partir de 1890, ficou evidente para a maioria dos cientistas que os átomos consistem em uma parte carregada positivamente e alguns elétrons, mas isto não era totalmente claro. Em 1898 J.J.Thomson sugeriu que um átomo poderia ser uma esfera carregada positivamente na qual alguns elétrons estão incrustados, e apontou que isto levaria a uma fácil remoção de elétrons dos átomos. Este modelo de átomo, algumas vezes chamado de modelo de "pudim de ameixas", está ilustrado na figura 1 ao lado. Mais tarde Thomson postulou que os elétrons estavam arranjados em anéis e circundavam completamente em órbitas a esfera positiva.

O átomo de Rutherford

O modelo atômico de Thomson foi bem aceito por muitos anos. Pouco depois de início do séc. XX, experimentos realizados na Inglaterra pelos físicos E. Rutherford, E. Marsden e H. Geiger levaram à substituição do modelo de Thomson.
Em 1890, descobriu-se que certos elementos são radioativos, ou seja, que eles emitem radiação de alta energia, da qual há três tipos: partículas alfa, partículas beta e partículas gama. Uma partícula alfa carrega uma carga positiva e tem uma massa que é muito maior do que um elétron. Rutherford, Geiger e Marsden lançaram um fluxo de partículas alfa emitidas por uma pequena quantidade do elemento radioativo polônio em várias folhas finas de diversos materiais como mica, papel e ouro. Observaram que, embora muitas partículas atravessassem as folhas em linha reta, algumas foram espalhadas, ou desviadas da linha reta. Os três cientistas ficaram intrigados pelo espalhamento da partícula alfa (o que causou o desvio e por que somente algumas das partículas foram desviadas) e projetaram um aparelho para medir o ângulo do desvio sofrido pelas partículas alfa, quando estas passavam através de uma folha extremamente fina de ouro. Neste aparelho, indicado esquematicamente na figura 2, as partículas alfa foram detectadas por um clarão formado sobre um anteparo revestido com uma camada de sulfeto de zinco fosforescente.


figura 2

O anteparo era móvel e o espalhamento das partículas de diferentes ângulos poderia ser detectado e os ângulos, medidos.
Os resultados dos experimentos foram surpreendentes. Embora muitas das partículas atravessassem a folha com pouco ou nenhum desvio, algumas, ao contrário, foram desviadas, como os experimentos previamente mostravam. O surpreendente foi que a amplitude do ângulo medido variava de valores muito pequenos até valores acima de 90°C. O espalhamento de ângulos maiores que 90°C não foi previsto pelos cientistas; isto significa que algumas partículas alfa realmente emergiam da superfície do ouro, ou seja, as partículas eram rebatidas após o choque, sem atravessar a folha.
Em 1911, Rutherford foi capaz de mostrar o que os resultados experimentais realmente significavam. Pensando em termos do modelo de Thomson, a princípio ele não foi surpreendido pelo fato de que muitas das partículas alfa atravessavam em linha reta a folha com pouca ou nenhuma deflexão. Ele raciocinou que isto ocorreria se a massa e carga elétricas positiva e negativa estivessem espalhadas mais ou menos ao acaso através de cada átomo da folha (ver figura 3a). Tal distribuição difusa de massa poderia significar que nada seria muito sólido para um partícula alfa atravessar, e a carga positiva carregada pela partícula não seria influenciada por nenhuma concentração alta de carga positiva ou negativa localizada na folha.
Retherford retomou uma idéia proposta em 1904 pelo físico japonês H. Nagaoka: um átomo poderia ser composto por um pequeníssimo núcleo carregado positivamente (no centro do átomo) rodeado por uma região comparativamente maior contendo os elétrons. Rutherford compreendeu que se elétrons carregados negativamente estavam distribuídos na maior parte do átomo e se a carga positiva compreendendo a maior parte da massa estava concentrada em um minúsculo núcleo no centro do átomo então não somente muitas partículas alfa passariam em linha reta sem apresenta deflexão, mas aquelas partículas alfa que passassem próximas do núcleo seriam fortemente repelidas por sua carga positiva (ver figura 3b). Rutherford concluiu que tais repulsões intensas poderiam justificar os maiores ângulos de espalhamento apresentados por poucas das partículas alfa, e assim imediatamente realizou uma série de cálculos detalhados que constatavam que o fato era realmente provável.

Portanto o modelo de Rutherford representa o átomo consistindo em um pequeno núcleo rodeado por um grande volume no qual os elétrons estão distribuídos. O núcleo carrega toda a carga positiva e a maior parte da massa do átomo.

O Átomo Moderno

O modelo atual do átomo está fundamento no de Rutherford.
Em 1914, Rutherford demonstrou a existência de uma partícula que tem uma massa muito maior do que o elétron e tem a carga igual em grandeza à de um elétron, mas de sinal oposto, isto é, positivo ao invés de negativo. Rutherford sugeriu que a carga positiva de um núcleo atômico deve-se à presença de um número destas partículas, que em 1920 ele denominou prótons.
Rutherford concluiu que, embora os prótons contivessem toda a carga do núcleo, eles sozinhos não podem compor sua massa. O problema da massa extra foi resolvido quando, em 1932, o físico inglês J. Chadwick a denominou de nêutron. Hoje, acreditamos que, com uma exceção, o núcleo de muitos átomos contém ambas as partículas: prótons e nêutrons, chamados de núcleos (exceto o núcleo de muitos isótopos comuns de hidrogênio que contém um próton e nenhum nêutron). Portanto, pela convenção, um próton tem uma carga de +1, um elétron de -1 e um nêutron de 0.

Um átomo individual (ou seu núcleo) é geralmente identificado especificando dois números inteiros: o número atômico Z e o número de massa A.

O número atômico Z é o número de prótons no núcleo.

O número de massa A é o número total de núcleos (prótons mais nêutrons) no núcleo.

Nata-se, portanto que o número de nêutrons é igual a A - Z.

Um átomo específico é identificado pelo símbolo do elemento com número atômico Z como um índice inferior e o número de massa como um índice superior. Como abaixo:

A X
Z

X=indica um átomo do elemento X com número atômico Z e número de massa A. Exemplo:

16

O

8

O exemplo acima refere-se a um átomo de oxigênio com um número atômico 8 e um número de massa 16.

Isótopos

Átomos de um dado elemento podem ter diferentes números de massa e, portanto, massas diferentes porque eles podem ter diferentes números de nêutrons em seu núcleo. Como mencionado, tais átomos são chamados isótopos (está palavra vem do grego e significa "mesmo lugar" - na Tabela Periódica os isótopos de um elemento ocupam o mesmo lugar). Exemplos:

16 O   17 O   18 O  

8

8 8

Cada um destes acima tem 8 prótons no seu núcleo. Isto é o que faz com que seja um átomo de oxigênio.

Massas Atômicas

As massas atômicas são normalmente expressas em unidades de massa atômica (u). Uma unidade de massa atômica (1u) é definida como sendo exatamente um doze avos da massa de um átomo de

12

C

6

e as massas de todos os outros átomos são expressas relativamente à massa deste átomo.

Elétrons em Átomos

Depois que o modelo atômico de Rutherford foi aceito, começou-se a questionar os elétrons. O próprio Rutherfor primeiramente sugeriu que o átomo tinha uma estrutura planetária, com o núcleo correspondendo ao sol em nosso sistema solar e os elétrons aos planetas que se movem por um espaço em órbitas fixas.
Esta teoria, no entanto, não satisfazia plenamente tendo em vista que se se considera o elétron girando em torno do núcleo e ambos se atraindo, haveria um momento em que o elétron iria colidir com o núcleo.

A primeira tentativa importante para desenvolver um novo modelo atômico não-clássico foi feito por Niels Bohr, um físico dinamarquês. Embora seu modelo não fosse um sucesso completo e tenha sido efetivamente descartado por 20 anos, ele introduziu alguns conceitos revolucionários que conduziram finalmente ao desenvolvimento do modelo moderno da estrutura atômica. Bohr percebeu que a elucidação da estrutura atômica seria encontrada na natureza da luz emitida pelas substâncias a temperaturas altas ou sob influência de uma descarga elétrica. Mas especificamente, Bohr acreditava que esta luz era produzida quando elétrons nos átomos sofriam alterações de energia.

O Átomo de Bohr

Em 1913, Bohr refletiu sobre o dilema do átomo estável. Ele foi suficientemente corajoso para questionar a física clássica e seu trabalho encorajou outros a descobrirem porque a física clássica é falha para partículas pequenas.
Bohr começou admitindo que um gás emite luz quando uma corrente elétrica passa através deste, devido aos elétrons em seus átomos primeiro absorverem energia da eletricidade e posteriormente liberarem aquela energia na forma de luz. Ele imaginou, contudo, que a radiação emitida é limitada para um certo comprimento de onda; ele deduziu que, em um átomo, um elétron não está livre para ter qualquer quantidade de energia. Preferencialmente, um elétron em um átomo pode ter somente certas quantidades específicas de energia; isto é, a energia de um elétron em um átomo é quantizada.
No início do séc. XX, os físicos alemães Max Planck e Albert Einstein mostraram independentemente que todas as radiações eletromagnéticas comportavam-se como se fossem compostas de minúsculos pacotes de energia chamados fótons. Els mostraram que cada fóton tinha uma energia que é proporcional à freqüência da radiação:

Efóton=hv

na qual a constante de proporcionalidade h é agora chamada de constante de Planck e tem o valor de 6,63 x 10-34 J s.
Bohr descreveu a origem do espectro de linha: de todos os valores de energias quantizadas, um elétron em um átomo pode ter somente um valor de energia. Ele estabeleceu que um átomo tem um conjunto de energias quantizadas, ou níveis de energia, disponível para seus elétrons. Posteriormente, só um certo número de elétrons pode ter energia particular, isto é, cada nível de energia tem uma "população" máxima de elétrons. Um átomo está normalmente em seu estado fundamental, o estado no qual todos os seus elétrons estão nos níveis de energia mais baixos que lhes são disponíveis. Quando um átomo absorve energia de uma chama ou descarga elétrica, alguns de seus elétrons ganham energia e são elevados a um nível de energia maior. O átomo é agora dito estar em estado excitado. Alguns níveis de energia mais baixos ficam livres e, assim, um elétron pode cair de um nível mais alto, designado por E2 elétron, para um nível de energia mais baixo E1 elétron. Quando isto acontece, a energia é liberada do átomo em uma quantidade igual a E2 elétron - E1 elétron , isto é, a diferença entre as duas energias do elétron. De acordo com Bohr, a energia é liberada na forma de fóton de radiação eletromagnética.
Bem, desde que os níveis mais alto e mais baixo de energia sejam ambos quantizados, a diferença de energia entre eles precisa também ser quantizada , como precisa ser a energia de um fóton de energia eletromagnética irradiada quanto o elétron cai de um nível mais alto para outro mais baixo quantizado. Portanto, isso significa que, devido à relação simples entre a energia e o comprimento de onda de um fóton, o comprimento de onda da radiação precisa também ser quantizado.

Bohr propôs um modelo planetário modificado no qual cada nível de energia quantizado corresponde a uma órbita eletrônica circular, específica e estável com raio quantizado. Outros, mais tarde, estenderam o modelo original de Bohr a órbitas elípticas. Embora atrativa em muitos aspectos, a teoria de Bohr é inadequada para explicar satisfatoriamente o espectro de alguns elementos além do hidrogênio. O conceito de quantização de energia eletrônica de Bohr é ainda considerado essencialmente correto, embora suas idéias sobre órbitas não o sejam.

Os Elétrons

Durante a primeira parte do séc. XX, a física sofreu uma revolução que acabou por influenciar todas as outras ciências. Esta revolução teve início na mecânica, parte da física que estuda as forças e seus efeitos sobre o movimento dos objetos.

A DUALIDADE DA NATUREZA DOS ELÉTRONS - PARTÍCULAS OU ONDAS

A teoria planetária da estrutura atômica proposta por Rutherford e Bohr descreve o átomo como um núcleo central circundado por elétrons situados em certas órbitas. O elétron é, pois, considerado como partícula. Na década de 1920, mostrou-se que partículas em movimento, como elétrons, comportavam-se em alguns aspectos como ondas. Esse é um conceito importante para explicar a estrutura eletrônica dos átomos.
Por algum tempo, a luz era tida ora como partícula ora como onda. Certos materiais, como por exemplo o potássio, emitem elétrons quando irradiados com luz visível, ou, em alguns casos, com luz ultravioleta. Chama-se a isso efeito fotoelétrico. Ele é explicado imaginando a luz movendo-se na forma de partículas chamadas fótons. Se um fóton colidir com um elétron, ele pode transferir sua energia para o elétron. Se a energia do fóton for suficientemente elevada, ela pode remover o elétron da superfície do metal. Contudo, os fenômenos da difração e interferência da luz só podem ser explicados imaginando a luz comportando-se como uma onda. Em 1924, de Broglie afirmou que com os elétrons existe o mesmo duplo caráter - às vezes eles são considerados como partículas e em outras é mais conveniente considerá-los como ondas. Obteve-se uma evidência experimental da natureza ondulatória dos elétrons observando fotograficamente anéis de difração obtidos quando se conduz um fluxo de elétrons através de uma fina lâmina metálica. A difração de elétrons é hoje em dia uma ferramenta útil na elucidação da estrutura molecular, particularmente em gases. A mecânica ondulatória é um recurso para estudar a estrutura dos níveis eletrônicos nos átomos e a forma dos orbitais ocupados pelos elétrons.

O Princípio da incerteza de Heisenberg

Em 1927, o físico alemão Werner Heisenberg desenvolveu uma relação importante que mostra a existência de uma limitação rígida e natural, em nossa capacidade de aprender e descrever o movimento de partículas extremamente pequenas. O princípio da incerteza de Heisenberg estabelece que é impossível conhecer simultaneamente e com certeza a posição e o momento de uma pequena partícula, tal como um elétron.
O ponto importante deste princípio é que , para se saber algo sobre a posição e o momento de uma partícula, temos de interagir com ela.
Por exemplo: nenhum instrumento pode "sentir" ou "ver" um elétron sem influenciar intensamente o seu movimento. Se, por exemplo, construíssemos um "supermicroscópio" imaginário para localizar um elétron, teríamos de usar uma radiação com um comprimento de onda muito menor do que a luz. Mas a energia da radiação é tão grande que modificaria a velocidade e, conseqüentemente, o momento do elétron, numa quantidade grande e incerta. Para um elétron, entretanto, somos forçados a concluir que qualquer retrato físico ou qualquer modelo mental da estrutura eletrônica do átomo não poderá precisa e simultaneamente localizar o elétron e descrever o seu movimento.
Heisenberg formulou que quanto mais exatamente pudermos determinar a posição de um elétron, tanto menor a certeza com que podemos definir sua velocidade, ou vice-versa. Se
Dx . Dv = h/2p
onde h=constante de Planck=6,6262 x 10-34 Js. Isso significa que é impossível conhecer exatamente a posição e a velocidade de um elétron ao mesmo tempo. O conceito de um elétron percorrendo uma órbita definida, na qual podem ser calculados com exatidão sua posição e velocidade, deve, portanto, ser substituído pela probabilidade de encontrar um elétron numa determinada posição, ou num determinado volume de espaço. A equação de onda de Schroendinger constitui uma descrição satisfatória do átomo. Soluções para a equação de onda são chamadas de funções de onda. Diversas funções de onda, poderão satisfazer as condições da equação de onda, e cada uma das funções de onda terá uma energia correspondente. Cada uma das funções é chamada de orbital, em analogia com as órbitas da teoria de Bohr.

Os Níveis Eletrônicos de Energia

- Orbitais: correspondem aos estados individuais que podem ser ocupados por um elétron em um átomo. Cada orbital no átomo acomoda no máximo dois elétrons e, quando dois elétrons ocupam o mesmo orbital, são ditos emparelhados.

- Spin Eletrônico: é uma propriedade possuída pelos elétrons. Quando há dois elétrons no mesmo orbital, seus spins estão em direções opostas, havendo um compensação de forças magnéticas.

- Paramagnetismo: dois elétrons com spins em direções opostas são ditos spins antiparalelos. Por causa do efeito magnético produzido pela presença de um elétron desemparelhado em um átomo, uma substância que contém um ou mais elétrons desemparelhados é fracamente atraída em um campo magnético. Este comportamento é chamado paramagnetismo.

- Subcamadas: Os orbitais em um átomo são agrupados em conjuntos chamados subcamadas. Em átomos no seu estado fundamental quatro tipos de subcamadas são ocupadas pro elétrons, designadas por s, p, d e f, que consistem em 1, 3, 5 e 7 orbitais, respectivamente.

- Camadas: Um agrupamento de subcamadas é denominado camada. Todos os elétrons em uma dada camada estão a mesma distância média do núcleo. Dois métodos equivalentes são normalmente utilizados para a designação das camadas: K, L, M, N etc.; isto é, a primeira camada (n=1) é denominada camada K, a segunda camada (n=2) é L, e assim por diante.

O Princípio da Exclusão de Pauli

Para definir um orbital são necessários três números quânticos n, l e m. Cada orbital pode conter dois elétrons, desde que eles tenham spins opostos. Um número quântico adicional é necessário para definir o spin de um elétron no orbital. Portanto, são necessários quatro números quânticos para definir a energia de um elétron num átomo. O Princípio da Exclusão de Pauli diz que os dois elétrons de um orbital não

podem ter iguais os quatro números quânticos. Trocando os números quânticos , é possível calcular o número máximo de elétrons contidos em cada um dos níveis energéticos principais.

A regra de Hund e a Construção dos Átomos

O elemento mais simples, o hidrogênio, possui um elétron, que ocupa o nível 1s, este nível tem número quântico principal n=1, e número quântico secundário l=0.
O hélio possui dois elétrons. O segundo elétron também ocupa o orbital 1s. Isso é possível porque os dois elétrons apresentam spins opostos. O nível 1s está assim completo.
O elemento seguinte, o lítico, apresenta três elétrons. O terceiro elétron ocupa o próximo nível energético, que é o nível 2s, de número quântico principal n=2 e número quântico secundário l=0.
O quarto elétron do berílio também ocupa o nível 2s. O boro deve ter seu quinto elétron no nível 2p, pois o nível 2s estará completamente preenchido. O sexto elétron do carbono estará também no nível 2p. A regra de Hund estabelece que o número de elétrons não emparelhados num dado nível energético é o máximo. Assim, no estado fundamental, os dois elétrons p do carbono estão desemparelhados. Eles ocupam orbitais p separados e possuem spins paralelos.
Para mostrar a posição dos elétrons num átomo, usam-se os símbolos 1s, 2s, 2p, etc. para indicar o nível energético principal e o subnível. Um índice indica o número de elétrons em cada série de orbitais. Por exemplo, o hidrogênio contém 1 elétron, o que se indica por 1s1 . No hélio, o nível 1s contém 2 elétrons, o que se indica por 1s2 . As estruturas eletrônicas podem ser escritas como abaixo:

H=1s1
He=1s2
Li=1s2 2s1
Be=1s2 2s2
B=1s2 2s2 2p1

Uma maneira alternativa de representar a estrutura eletrônica de um átomo é representar os orbitais por quadrados e os elétrons por pequenas setas:

H=

Be=

O=

Seqüência de níveis Energéticos

É importante conhecer a seqüência segundo a qual os níveis energéticos são preenchidos. A figura abaixo constitui um auxílio útil. Vêja-se pela figura que a seqüência de preenchimento dos níveis energéticos é: 1s, 2s, 2p, 3s, 3p, 4s, 3d, 4p, 5s, 4d, 5p, 6s, 4f, 5d, 6p, 7s, etc.

Faça a distribuição eletrônica conforme o sentido das setas mostradas na figura acima. Exemplo: Distribuição eletrônica para o oxigênio, o qual possui número atômico 8, portanto número de elétrons igual a 8.

=1s2 2s2 2p4

Obs.: O máximo de elétrons em cada orbital é:

- orbital s=2
- orbital p=6
- orbital d=10
- orbital f=14




figura 1



figura 3a


figura 3b